Prêmios do FCAT 2017 revelados

Prêmios do FCAT 2017 revelados

Honorine Munyole, protagonista do documentário ‘Maman Colonelle‘, prêmio de melhor atriz por retratar uma valente policial congolesa. A tunisina ‘Akher Wahed Fina‘ (The Last of Us) de Ala Eddine Slim, e a argelina ‘Atlal‘ de Djamel Kerkar, premiadas pelo Melhor Filme Árabe e Melhor Documentário, respectivamente. O Prémio de melhor filme escolhido pelo público vai para ‘Wallay’ de Berni Goldblat.

Tarifa (Espanha), 6 de maio de 2017. O filme que inaugurou a 14ª edição do Festival de Cinema Africano de Tarifa e Tânger há uma semana, ‘Félicité’, do realizador franco-senegalês Alain Gomis, ganhou o Prêmio de Melhor Longa-Metragem de Ficção, na sessão competitiva Hipermetropia do FCAT 2017. Um júri formado pelo ator marroquino e realizador Faouzi Bensaïdi, o professor de cinema e pesquisador Ikbal Zalila, e a cineasta e artista visual egípcia Jihan El Tahri, decidiram atribuir o maior prêmio do festival à história de uma mãe corajosa estrelada por Véro Tschanda, a atriz congolesa que acompanhou a exibição do filme durante estes dias em Tarifa.

« Esta é uma excelente notícia », exaltou o diretor em um comunicado enviado ao festival que também lhe dedicou uma retrospectiva neste ano. « É uma verdadeira honra para mim », nas palavras de Gomis. « Com este prêmio, lamento ainda mais não poder estar presente no Festival », lamentou o diretor que enviou esta mensagem de Seul. « Neste momento, os meus pensamentos mais profundos vão para a equipe de filmagem, todos os atores, especialmente à grande atriz Véro Tschanda Beya, à cantora Muambuyi, aos músicos e ao povo de Kinshasa e da República Democrática do Congo, que ainda sofre muito devido à instabilidade política. Desejo toda força criativa e resistência com as quais têm inspirado o mundo por muitos anos. A todos aqueles que desde a linha de frente batalham para renovar o mundo a cada dia », completou o diretor.

Premio de Melhor documentario

Este prêmio foi atribuído para ‘Atlal’ de Djamel Kerkar (Argélia, França, 2016), cujo diretor também passou pelo FCAT durante esta semana. Um longa-metragem de não-ficção que quebra as regras tradicionais. O filme conta uma história que acontece no período entre 1991 e 2002, quando a Argélia era refém do terrorismo e oficialmente 200.000 vidas foram perdidas.

Com uma disciplina poética que consiste em enfrentar as ruínas e fazer ressurgir a memória, emergem memórias do visível até o invisível. Através de um vídeo enviado pela internet, o diretor agradeceu o vídeo premiado, recitando um poema de Ibrahim Nagui, ‘Al Atlal’, que também foi cantado pela grande cantora egípcia Oum Kalthoum.

Prêmio de Melhor Filme Árabe

Em uma edição do FCAT particularmente árabe, com uma maioria de filmes do norte da África e do Maghreb, o júri optou por ‘Akher wahed fina’ (The Last of Us), de Ala Eddine Slim (Tunísia, 2016) como Melhor Filme Árabe. Um filme de ficção sem diálogos que também desafia o cinema convencional e conta a história de um jovem que planeja ir clandestinamente para a Europa, narrando uma viagem única em que ele vai percorrer diferentes espaços e vai cruzar com uma imagem  alterada de si mesma. O Melhor Longa Metragem Árabe da seção Hipermetropia é patrocinado pelo Instituto Halal.

Prêmio de Melhor Atriz

A atriz protagonista de ‘Maman Colonelle’ (República Democrática do Congo / França, 2016), Honorine Munyole, leva o Prêmio de Melhor Atriz pelo seu papel no documentário dirigido por Dieudo Hamadi. O júri entrega o prêmio mais original desta edição a Munyole pelo retrato de uma policial valente e tenaz que trabalha para proteger mulheres e crianças no Congo. O Prêmio de Melhor Atriz da seção Hipermetropia é patrocinado pela Fundação Mulheres pela África.

Prêmio do Público

O filme ‘Wallay’ (Burkina Faso / França / Qatar, 2017) de Berni Goldblat, venceu o Prêmio do Público, votado pelos espectadores do festival na saída das projeções da seção Hipermetropia. Wallay, selecionada para o próximo Festival de Cannes, como anunciou o próprio Goldblat ontem em Tarifa, conta a história de Ady, um garoto de 13 anos que vive na França, que no entanto, seu pai decidiu mandar ele a Burkina Faso, o seu país de origem.

Júri jovem: Prêmio de Melhor Curta-metragem na seção Curtas

O júri jovem do FCAT 2017, formado por três jovens estudantes de cinema premiou ‘Facing the wall’, de Alamork Davidian (Etiopia / Israel, 2016) com o Prêmio de Melhor Curta-metragem e Menção especial para ‘Kindil El Bahr’ de Damien Ounouri (Argelia / Kuwait/ EUA, 2016). La seção Curtas é patrocinada pelo Hotel The Riad.

Quem faz o FCAT possível

O FCAT tem o apoio da Prefeitura de Tarifa, da Província de Cádiz, da Embaixada da Espanha em Marrocos e da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID).
Além disso, o festival é apoiado pela empresas Aqualia, FRS e Alsa Tânger, Casa África, Casa Árabe, Fundação Três Culturas, Chaabi Bank Espanha e conta com a colaboração do Ministério da Cultura, através da Agência Andaluza de Instituições Culturais.
O FCAT também é apoiado pelo Instituto de Estudos do Mediterrâneo (IEMED), Instituto Francês de Sevilha, La Caixa Tarifa, a legação americana em Tânger, a Prefeitura do El Puerto de Santa María e pelas escolas IES Severo Ochoa e Ramon y Cajal de Tangier.

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